5 de ago de 2012

CDD: nova moeda circulará na Cidade de Deus


BANCO COMUNITÁRIO


Publicada em 09/08/2011 às 08h34m
Fábio Vasconcellosfabiovas@oglobo.com.brNatanael Damascenonatand@globo.com.br
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Notas de Capivari, a moeda comunitária de Silva Jardim (Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo)
RIO - Inspirados em exemplos que vêm da Índia e de uma comunidade do estado do Ceará, municípios do Rio começam, aos poucos, a desenvolver uma ideia simples, que pode mudar o desenvolvimento de áreas pobres. Depois de Silva Jardim, que criou no ano passado um banco e sua própria moeda - o capivari -, agora é a vez de a capital aderir ao projeto. Em setembro, será aberto, na Cidade de Deus, o primeiro banco comunitário carioca. Com isso, os moradores da favela poderão trocar cédulas de real por CDD, como será chamado o novo instrumento de compra local. Produtos adquiridos com essa moeda terão pelo menos 5% de desconto. No planejamento da prefeitura, outros dois bancos com a mesma finalidade deverão ser abertos até o primeiro semestre de 2012: um no Complexo do Alemão e o outro na Mangueira.
O anúncio do banco da Cidade de Deus é uma das iniciativas que serão apresentadas amanhã e quinta-feira no II Congresso Fluminense de Municípios, na Zona Portuária. Após anos sem participar de eventos semelhantes, a prefeitura do Rio volta a discutir boas práticas da administração pública que podem ser reproduzidas em outras cidades.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário, Marcelo Henrique da Costa, explica que o Banco da Cidade de Deus vai conceder também empréstimos sem juros em CDD e orientar os moradores a abrirem negócios. O banco é criado numa parceria entre a associação de moradores da favela, o BNDES, a prefeitura e o Instituto Palmas, o mesmo que formulou o Banco Palmas, que funciona em Fortaleza. Hoje já existem 53 bancos comunitários no Brasil.
- Com a moeda comunitária, os moradores da Cidade de Deus têm um incentivo para consumir produtos dos comerciantes locais. Estes, por sua vez, podem ampliar suas vendas. Tudo isso ajuda a dinamizar a economia da comunidade. Estamos criando o banco em parceria com os moradores que aceitaram a proposta. Eles mesmos decidiram qual seria o nome da moeda - diz Costa.
Com a moeda comunitária, os moradores da Cidade de Deus têm um incentivo para consumir produtos dos comerciantes locais. Estes, por sua vez, podem ampliar suas vendas
Arrecadação de Três Rios cresceu R$ 16 milhões
Além de ideias na área da economia, prefeitos, secretários municipais e de estado vão discutir no congresso propostas para o esporte e a gestão das cidades. De olho nos Jogos Olímpicos, a prefeitura de Volta Redonda, por exemplo, instituiu um programa de incentivo à prática de esportes por crianças e adolescentes. Já Três Rios - uma das cinco cidades do estado que não recebe royalties do petróleo - soube utilizar incentivos fiscais para atrair mais de 850 novas empresas entre 2009 e 2011. Entre elas, grandes indústrias, como a Nestlé e a gigante China Northern Railway, empresa que passará a produzir trens a partir do ano que vem. Segundo a prefeitura, em dois anos a cidade aumentou em R$ 16 milhões a sua arrecadação. O prefeito Vinícius Farah diz que, para atrair os investimentos privados, recorreu não só a uma lei que reduz o ICMS, mas também a uma agência municipal para desburocratizar a instalação das empresas.
De Silva Jardim vem a ideia do primeiro banco comunitário do estado, criado em novembro passado. Batizada de Banco Capivari, a instituição lançou a moeda que leva o mesmo nome e hoje é uma referência para moradores de baixa renda. Os comerciantes que aderiram ao programa concedem descontos em capivari que variam de 5% a 20%. A prefeitura estuda agora aplicar descontos em tributos municipais que forem pagos com o capivari.
A moeda de Silva Jardim já despertou o interesse de outras prefeituras. Segundo o prefeito Marcello Zelão, 30 representantes de outras cidades já estiveram no município para conhecer projeto. Ele conta que o modelo de economia popular é inspirado na proposta do economista Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que fundou um banco na Índia para conceder empréstimos apenas a pessoas pobres.
Silva Jardim estava com sua autoestima em baixa. Criamos o banco com o apoio da Associação Comercial e hoje essa realidade mudou
- Silva Jardim estava com sua autoestima em baixa. Isso era notório quando, por exemplo, o morador comprava em municípios vizinhos produtos que tínhamos aqui com o mesmo preço. Com isso, a nossa economia afundou, estava em crise. Criamos o banco com o apoio da Associação Comercial e hoje essa realidade mudou - garante Zelão.
Morador e comerciante da cidade, Elias Fonseca Cardoso chega a trocar moedas diariamente no banco. Quando não faz isso, utiliza o capivari que recebe dos clientes no seu restaurante em suas próprias compras na cidade. Pela regra do banco comunitário, apenas os comerciantes podem trocar o capivari por real.
- Essa foi uma forma simples de convidar os moradores a gastarem o seu dinheiro no local onde vivem. Como morador e comerciante, achei a proposta muito positiva - diz Elias.
O vice-governador Luiz Fernando Pezão, que participará do congresso, acredita que boas ideias são desenvolvidas pelas prefeituras, porém pouco divulgadas. O evento, segundo ele, tem o objetivo de disseminar essas práticas. Uma delas, criada pelo governo estadual, é o Programa Estadual de Captação e Gestão de Recursos Para Municípios (Pecam). A iniciativa tem ajudado a capacitar os gestores das cidades para que eles consigam ampliar os empréstimos e convênios assinados pelas prefeituras.
- Não adianta inventar a roda. O importante é você copiar os bons exemplos e adequá-los à sua realidade, à sua cidade. Por exemplo, o momento que o Rio vive é algo que pode beneficiar muitas cidades da Região Metropolitana. A capacitação dos gestores municipais é outra questão que pode e tem ajudado muito as cidades que tinham problemas para conseguir empréstimos e assinar convênios - diz Pezão.
De acordo com a Secretaria estadual da Casa Civil, o Pecam ajudou cidades como Macaé. A captação de recursos no município saltou de cerca de R$ 12 milhões para R$ 142 milhões, depois que a prefeitura aderiu ao programa, em setembro de 2009. Cabo Frio, por sua vez, captou cerca de R$ 400 mil entre 1996 e 2008. Em 2009, com a participação no projeto, o volume de recursos subiu para R$ 27 milhões.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/08/09/cdd-nova-moeda-circulara-na-cidade-de-deus-925097209.asp#ixzz1YSaPoXU0 
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20 de mar de 2012

CCC - Consórcio de Competitividade de Cidade de Deus

Reunião de trabalho em CDD sobre novos projetos
O Consorcio de Competitividade visa aumentar a competitividade econômica de Cidade de Deus, capitalizando neste avance para melhorar as condições socioeconômicas para todas suas residentes a través de um circulo virtuoso de colaboração inter-setoral.  O Consórcio expande as rendas e oportunidades econômicas pela população de CDD e a qualidade de vida dos residentes,  com três circuitos de ação para competitividade

12 de out de 2011

Curso de Gestão Empreendedora de Organizações

Com o patrocínio do SESC Rio de Janeiro e a parceria do: Instituto Dona Benta, o Comitê Comunitário da Cidade de Deus e a Agência Cidade de Deus para o Desenvolvimento Local, a EOSS Consulting convida a todos vocês a participarem do Curso de Gestão Empreendedora de Organizações, que acontecerá a partir do dia 19 de Outubro, no Rua Edgard Werneck 1656 - Cidade de Deus (na Agência Cidade de Deus para o Desenvolvimento Local).

O curso é focado para àqueles profissionais e organizações empreendedores que queiram se desenvolver, que estejam dispostos a rever seus objetivos, a modificar procedimentos e a ampliar suas relações e envolvimento com a comunidade onde atuam. Organizações com demandas na área de gestão, com pouca experiência com financiadores privados e necessidade de ampliar sua base de captação de recursos terão prioridade. 


Para mais informações ligue para: 021 2471.6844 (Escritório da EOSS Consulting)




20 de set de 2011

CDD: nova moeda circulará na Cidade de Deus


BANCO COMUNITÁRIO


Publicada em 09/08/2011 às 08h34m
Fábio Vasconcellosfabiovas@oglobo.com.brNatanael Damascenonatand@globo.com.br
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Notas de Capivari, a moeda comunitária de Silva Jardim (Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo)
RIO - Inspirados em exemplos que vêm da Índia e de uma comunidade do estado do Ceará, municípios do Rio começam, aos poucos, a desenvolver uma ideia simples, que pode mudar o desenvolvimento de áreas pobres. Depois de Silva Jardim, que criou no ano passado um banco e sua própria moeda - o capivari -, agora é a vez de a capital aderir ao projeto. Em setembro, será aberto, na Cidade de Deus, o primeiro banco comunitário carioca. Com isso, os moradores da favela poderão trocar cédulas de real por CDD, como será chamado o novo instrumento de compra local. Produtos adquiridos com essa moeda terão pelo menos 5% de desconto. No planejamento da prefeitura, outros dois bancos com a mesma finalidade deverão ser abertos até o primeiro semestre de 2012: um no Complexo do Alemão e o outro na Mangueira.
O anúncio do banco da Cidade de Deus é uma das iniciativas que serão apresentadas amanhã e quinta-feira no II Congresso Fluminense de Municípios, na Zona Portuária. Após anos sem participar de eventos semelhantes, a prefeitura do Rio volta a discutir boas práticas da administração pública que podem ser reproduzidas em outras cidades.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário, Marcelo Henrique da Costa, explica que o Banco da Cidade de Deus vai conceder também empréstimos sem juros em CDD e orientar os moradores a abrirem negócios. O banco é criado numa parceria entre a associação de moradores da favela, o BNDES, a prefeitura e o Instituto Palmas, o mesmo que formulou o Banco Palmas, que funciona em Fortaleza. Hoje já existem 53 bancos comunitários no Brasil.
- Com a moeda comunitária, os moradores da Cidade de Deus têm um incentivo para consumir produtos dos comerciantes locais. Estes, por sua vez, podem ampliar suas vendas. Tudo isso ajuda a dinamizar a economia da comunidade. Estamos criando o banco em parceria com os moradores que aceitaram a proposta. Eles mesmos decidiram qual seria o nome da moeda - diz Costa.
Com a moeda comunitária, os moradores da Cidade de Deus têm um incentivo para consumir produtos dos comerciantes locais. Estes, por sua vez, podem ampliar suas vendas
Arrecadação de Três Rios cresceu R$ 16 milhões
Além de ideias na área da economia, prefeitos, secretários municipais e de estado vão discutir no congresso propostas para o esporte e a gestão das cidades. De olho nos Jogos Olímpicos, a prefeitura de Volta Redonda, por exemplo, instituiu um programa de incentivo à prática de esportes por crianças e adolescentes. Já Três Rios - uma das cinco cidades do estado que não recebe royalties do petróleo - soube utilizar incentivos fiscais para atrair mais de 850 novas empresas entre 2009 e 2011. Entre elas, grandes indústrias, como a Nestlé e a gigante China Northern Railway, empresa que passará a produzir trens a partir do ano que vem. Segundo a prefeitura, em dois anos a cidade aumentou em R$ 16 milhões a sua arrecadação. O prefeito Vinícius Farah diz que, para atrair os investimentos privados, recorreu não só a uma lei que reduz o ICMS, mas também a uma agência municipal para desburocratizar a instalação das empresas.
De Silva Jardim vem a ideia do primeiro banco comunitário do estado, criado em novembro passado. Batizada de Banco Capivari, a instituição lançou a moeda que leva o mesmo nome e hoje é uma referência para moradores de baixa renda. Os comerciantes que aderiram ao programa concedem descontos em capivari que variam de 5% a 20%. A prefeitura estuda agora aplicar descontos em tributos municipais que forem pagos com o capivari.
A moeda de Silva Jardim já despertou o interesse de outras prefeituras. Segundo o prefeito Marcello Zelão, 30 representantes de outras cidades já estiveram no município para conhecer projeto. Ele conta que o modelo de economia popular é inspirado na proposta do economista Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que fundou um banco na Índia para conceder empréstimos apenas a pessoas pobres.
Silva Jardim estava com sua autoestima em baixa. Criamos o banco com o apoio da Associação Comercial e hoje essa realidade mudou
- Silva Jardim estava com sua autoestima em baixa. Isso era notório quando, por exemplo, o morador comprava em municípios vizinhos produtos que tínhamos aqui com o mesmo preço. Com isso, a nossa economia afundou, estava em crise. Criamos o banco com o apoio da Associação Comercial e hoje essa realidade mudou - garante Zelão.
Morador e comerciante da cidade, Elias Fonseca Cardoso chega a trocar moedas diariamente no banco. Quando não faz isso, utiliza o capivari que recebe dos clientes no seu restaurante em suas próprias compras na cidade. Pela regra do banco comunitário, apenas os comerciantes podem trocar o capivari por real.
- Essa foi uma forma simples de convidar os moradores a gastarem o seu dinheiro no local onde vivem. Como morador e comerciante, achei a proposta muito positiva - diz Elias.
O vice-governador Luiz Fernando Pezão, que participará do congresso, acredita que boas ideias são desenvolvidas pelas prefeituras, porém pouco divulgadas. O evento, segundo ele, tem o objetivo de disseminar essas práticas. Uma delas, criada pelo governo estadual, é o Programa Estadual de Captação e Gestão de Recursos Para Municípios (Pecam). A iniciativa tem ajudado a capacitar os gestores das cidades para que eles consigam ampliar os empréstimos e convênios assinados pelas prefeituras.
- Não adianta inventar a roda. O importante é você copiar os bons exemplos e adequá-los à sua realidade, à sua cidade. Por exemplo, o momento que o Rio vive é algo que pode beneficiar muitas cidades da Região Metropolitana. A capacitação dos gestores municipais é outra questão que pode e tem ajudado muito as cidades que tinham problemas para conseguir empréstimos e assinar convênios - diz Pezão.
De acordo com a Secretaria estadual da Casa Civil, o Pecam ajudou cidades como Macaé. A captação de recursos no município saltou de cerca de R$ 12 milhões para R$ 142 milhões, depois que a prefeitura aderiu ao programa, em setembro de 2009. Cabo Frio, por sua vez, captou cerca de R$ 400 mil entre 1996 e 2008. Em 2009, com a participação no projeto, o volume de recursos subiu para R$ 27 milhões.



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